SISTEMISMO

A ciência, congregando uma enorme e complexa gama de conhecimento, mas pautada ainda em um paradigma denominado de “tradicional, que produziu, além da revolução científica, a revolução industrial e toda a tecnologia moderna, vem dando mostras de incapacidade de apresentar soluções coerentes aos problemas socioambientais contemporâneos, decorrentes deste mesmo conhecimento, como efeito colateral, principalmente em função do paradigma ainda vigente. Necessário, portanto, a busca de alternativas, sendo a abordagem sistêmica, ou novo paradigma da ciência, uma possibilidade.

A percepção de que o mundo é sistêmico não é nova. Blaise Pascal (1973, p. 59) já no século XVII, escreveu:

E como todas as coisas são causadoras e causadas, auxiliadoras e auxiliadas, mediatas e imediatas, e todas se acham presas por um vínculo natural e insensível que une as mais afastadas e diferentes, estimo impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, bem como conhecer o todo sem entender particularmente as partes.

Anteriormente, já em 1636-1937, seu pai, “Étienne Pascal e Roberval criticam o Discurso do Método e tomam partido contra Descartes numa discussão científica.” (PASCAL, s/d, p. 16).

Mas é somente no século XX, em função da incapacidade do paradigma ou método científico tradicional de dar conta das questões científicas que se mostram cada vez mais complexas, bem como dos já mencionados efeitos colaterais das soluções propostas, oriundos da complexidade não apreendida e não prevista, que a abordagem sistêmica começa a se fazer presente.

Seu avanço é relativamente lento, pois o grau de dificuldade para o seu exercício é extremamente maior do que abordagem linear cartesiana.

Pasa (2014, p. 25) corrobora quando diz:

A abordagem sistêmica sem dúvida retrata mais fielmente a realidade. Porém, a abordagem analítica não surge de um desejo, mas, isto sim, de uma restrição nas capacidades cognitivas do ser humano. É daí que vem a necessidade de separar cartesianamente em partes. O avanço da abordagem sistêmica é a compreensão da limitação da abordagem analítica. Esta última, então, tem validade, ainda que restrita. (PASA, 2014, p. 25).

Seres humanos têm uma capacidade limitada de compreender complexidades que abrangem diversos elementos e relações; por isso é que ainda se seguem as orientações cartesianas. (PASA, 2014, p. 129-130).

A respeito da restrição cognitiva, Donaires (2006, p. 33) apresenta algumas informações sobre a capacidade operativa da memória humana:

Booch analisa ainda as limitações humanas em lidar com a complexidade, destacando dois aspectos. O primeiro relacionado à limitação de memória de curto prazo, que, segundo Miller, pode compreender no máximo dois blocos de informação simultaneamente. O segundo relacionado à velocidade de processamento da mente, que, de acordo com Simon, requer cerca de cinco segundos para aceitar um novo bloco de informação.

Agregue-se a isto a perspectiva apontada por Senge (2002, p. 15), dando conta das práticas educacionais orientadas em sentido oposto ao desejável para diminuir esta restrição cognitiva:

Faz pouco sentido começar a ensinar o pensamento sistêmico aos adultos, quando em toda a sua vida escolar o foco era desmembrar os problemas em pequenas partes para encontrar a “resposta certa”. Faz pouco sentido cultivar a capacidade de reflexão e a visão pessoal em adultos, quando essas capacidades críticas são ativamente desestimuladas na educação tradicional. Muitos educadores nos Estados Unidos lutam atualmente para promover tais mudanças nas escolas norte-amaricanas, mas o sistema educacional norte-americano tornou-se tão politizado e fragmentado que é difícil efetuar mudanças.

Apesar destes entraves, em função da visível necessidade, a abordagem sistêmica vem se desenvolvendo desde os meados do século XX.

Mas estes fatores contribuíram para a diversificação de suas formulações na origem e continuam contribuindo para a existência de uma gama cada vez maior de metodologias e aplicações, reaproximando-se do reducionismo que inicialmente se desejaria reduzir.

Por outro lado, ferramentas e metodologias, aliadas a tecnologias computacionais, vem contribuindo para a superação desta restrição cognitiva, tanto na consolidação de uma abordagem ou pensamento sistêmico como na sua prática.

Construído com uma destas ferramentas, o quadro a seguir nos possibilita um vislumbre da formação do pensamento sistêmico, sendo duas as vertentes básicas principais: Teoria Geral dos Sistemas e Cibernética.

Mapa conceitual do pensamento sistêmico

Fonte: Reconstruído de Dolci; Bergamaschi; Vargas (2013, p. 46)

Karl Ludwig von Bertalanffy, biólogo e filósofo austríaco, (1901-1972), já na década de 1920, insatisfeito com as concepções derivadas da controvérsia mecanicismo-vitalismo, se dedica a busca de outras soluções para explicar os organismos vivos. Os trabalhos de Köhler, 1924 e 1927, e Lotka, 1925, contribuíram para o desenvolvimento da sua concepção organísmica, que evolui e já em 1937 é apresentada como “teoria geral dos sistemas”. (BERTALANFFY, 2008, p. 31 e 126)

Já nos Estados Unidos em 1954, em conjunto com o economista K. Boulding, o biomatemático A. Rapoport e o fisiologista R. Gerard, cria em reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, o projeto de uma Sociedade da Teoria Geral dos Sistemas, posteriormente denominado “Sociedade de Pesquisa Geral dos Sistemas”, para:

Impulsionar o desenvolvimento dos sistemas teóricos aplicáveis a mais de um dos tradicionais departamentos de conhecimento. Suas principais funções são: (1) investigar a isomorfia de conceitos, leis e modelos em vários campos e promover a transferência útil de um campo para outro; (2) encorajar a criação de modelos teóricos adequados em campos onde atualmente não existem; (3) reduzir ao mínimo a duplicação do esforço teórico em diferentes campos; (4) promover a unidade da ciência mediante a melhoria da comunicação entre os especialistas. (BERTALANFFY, 2008, p. 35).

Em 1968, Bertalanffy publica em livro sua teoria geral dos sistemas, cuja obra é composta de textos de publicações, simpósios e conferências de 1940 a 1967, pelo que a teoria não é apresentada de forma sistemática, mas fragmentada e repetitiva (VASCONCELOS, 2009, p. 195).

Considerando sistema como “um conjunto de elementos em interação” (BERTALANFFY, 2008, p. 63), ou “um complexo de elementos em interação, interação essa de natureza ordenada (não fortuita), (BERTALANFFY et al, 1976, p. 1), pode-se dizer que a teoria geral dos sistemas “é uma ciência geral da ‘totalidade’, [...] Em forma elaborada seria uma disciplina lógico-matemática, em si mesma puramente formal, mas aplicável às várias ciências empíricas”. (BERTALLANFY, 2008, p. 62).

O todo agora deixa de ser apenas a soma das partes e passa a ser com conjunto composto pelas partes em interação que produzem qualidades ou características novas, derivadas desta interação, inexistentes nas partes.

No entanto, estas interações não são aleatórias ou fortuitas, mas ordenadas, permitindo a representação matemática, praticamente a principal preocupação de Bertalanffy, para possibilitar o uso por diversas outras ciências, mesmo reconhecendo a possibilidade de inúmeras outras abordagens.

Koestler (1969, p. 67) cunhou o termo hólon para um sistema que é ao mesmo tempo um todo composto de subsistemas e parte de um sistema maior ou suprassistema. Bertalanffy usa o conceito de hierarquia para classificar os sistemas em função da sua composição, estrutura e organização,

Desde as partículas elementares aos núcleos atômicos, aos átomos, às moléculas, aos compostos de elevado número de moléculas, até a riqueza de estruturas [...] entre moléculas e células, às células e organismos e para além destes, as organizações supra-individuais. (BERTALLANFY, 2008, p. 50).

Na tabela a seguir é melhor percebida esta hierarquia:

É a partir do nível dos sistemas abertos que a existência de sistemas com partes em interação se torna mais evidente e a necessidade de serem considerados para adequada compreensão dos mesmos se faz mais necessária. Mesmo pressupondo os anteriores, especialmente os mecanismos de controle da cibernética, é neste nível que emerge os organismos, ou sistemas vivos, principal interesse de Bertallanfy, biólogo e psicólogo, os chamados sistemas abertos.

“O sistema aberto define-se como um sistema em troca de matéria com seu ambiente, apresentando importação e exportação, construção e demolição dos materiais que o compõem.” (BERTALLANFFY, 2008, p. 186).

As consequências desta interação são as mais diversas, inclusive tornando a segunda lei da temodinâmica senão ineficaz pelo menos reversível ou minimizada, pois como escreve Bertalanffy (2008, p. 188): “Do ponto de vista da termodinâmica, os sistemas abertos podem conservar-se em um estado de alta improbabilidade estatística de ordem e organização”.

Nos sistemas abertos, pela interação das partes e a troca de matéria e energia com o ambiente, as mais diversas alterações podem resultar, invalidando a teoria de um único estado final dedutível do estado inicial das leis de regulação do fenômeno. Estados finais podem ser conseguidos independentes dos estados iniciais e dos caminhos seguidos, o que se denomina por equifinalidade.

O processo circular de retroação e realimentação, feedback, mais especificamente estudado pela cibernética, é o fator orientador para a obtenção da equifinalidade.

Também em função da organização interna e da troca de matéria e energia com o ambiente, os sistemas abertos não derivam para estados de equilíbrio como os sistemas fechados, mas tendem a um estado estável de equilíbrio dinâmico. Apesar de resultarem da interação com o ambiente, o estado estável de equilíbrio dinâmico é determinado somente pelos parâmetros do sistema (BERTALANFFY, 2008, p. 187), resultando, portanto, na autonomia do sistema em relação ao meio.

Apesar de determinados conceitos de a cibernética ser inerente aos sistemas e a teoria geral dos sistemas, seu desenvolvimento específico ocorreu em separado, mas quase que simultaneamente. A publicação de trabalho conjunto de Rosenblueeth, Wiener e Bigelow em 1943 é considerada como o marco inicial da cibernética. Conceituada como a arte de dirigir alguma coisa pela retroação da informação do desempenho real em função de metas ou de objetivos predeterminados, teve na necessidade bélica da Segunda Guerra Mundial um fator alavancador de seu desenvolvimento. A velocidade de deslocamento dos aviões colocava-os em posição diferente aquela para a qual se originalmente mirava. Era necessária uma correção de rumo durante o processo, já que a direção do deslocamento do alvo nem sempre era previsível, ou seja, durante o processo era necessário comparar a direção do projétil e a localização do alvo, o avião, que havia se deslocado.

Estudos aprofundados deste enfoque foram realizados principalmente por Norbert Wiener (1970a, 1970b), sendo considerada como parte da Cibernética I, retroação negativa ou de balanceamento, em diferenciação a Cibernética II e Cibernética III. (KASPER, 2000). Na teoria geral dos sistemas aparece normalmente, como homeostase.

A Cibernética II introduz a noção de retroação positiva ou amplificadora de desvio (MARUYAMA, 1963). Os efeitos da retroação positiva, existente nos círculos viciosos ou virtuosos podem levar a novas formas, morfogênese, também já presente na teoria geral dos sistemas, ou eventualmente a extinção. A ocorrência de retroação positiva combinada com retroação negativa pode produzir resultados os mais inusitados.

A Cibernética III incorpora mais duas noções às anteriores, sendo William Ross Ashby seu principal mentor. A primeira delas é a “lei da variabilidade requerida” (ASHBY, 1970). Em muitos sistemas a quantidade de fatores passíveis de causar alterações de seu estado ou de sua saída são inúmeras, tornando praticamente impossível seu conhecimento e controle, o que é denominado de “caixa preta”. Mas o observador poderá identificar regularidades na saída em função das variações da entrada. Criando-se um regulador para detectar, não as variações da saída, mas sim, as da entrada, tornando-se possível manipulá-las e impedir seus efeitos sobre a saída.

No entanto, é exigido deste regulador capacidade de reconhecimento de uma quantidade de variáveis no mínimo igual à quantidade de variáveis com influência significativa sobre as variações de saída, daí a lei da variabilidade requerida.

O grau de significância da influência é determinado pelo observador em função de seus objetivos, segunda contribuição importante de Ashby, o que torna a complexidade do sistema subjetiva, dependente do observador (ASHBY, 1968). Esta subjetividade ou relatividade do conhecimento em função do observador já se fazia presente na teoria geral dos sistemas (BERTALANFFY, 2008, p. 281-313), mas levando em conta especificidades como linguagem, cultura e aspectos psicofísicos do observador.

Si-Cibernética ou cibernética de segunda ordem e até construtivismo, entre outras expressões, é a cibernética em que o sujeito, ou sistema observante é integrado ao objeto, ou sistema observado, compondo um novo sistema (MARIOTTI, 2000, p. 220; VASCONCELLOS, 2009, p. 244-7). Edgar Morin (1997, p. 235) usa a expressão Si-cibernética para ampliar a retroalimentação da informação para uma recursividade da comunicação e do comando, nivelando estes dois elementos que estariam subordinados, comunicação subordinada ao comando, na cibernética de Wiener.

A teoria geral dos sistemas, com algumas características realçadas pela cibernética, ou dela derivadas, fundem-se para formar o pensamento sistêmico. No entanto outras características se tornam mais explícitas a partir de aplicações específicas teórico/práticas.

Uma destas abordagens é a Dinâmica de Sistemas desenvolvida por Jay Wright Forrester. Sendo engenheiro de sistemas, trabalhou na construção de modelos de simulação dos sistemas complexos, levando em consideração a engenharia de controle e os conceitos de realimentação e auto regulação; a cibernética e o papel da informação em sistemas de controle; e a teoria da decisão em organizações humanas, inicialmente focado na administração industrial, mas podendo ser aplicado a sistemas complexos em geral, inclusive sistemas urbanos, econômicos e ecológicos (KASPER, 2000).

Segundo Donella Meadows (apud KASPER, 2000, p. 88), alguns elementos teóricos emergem destas simulações:

• Decisões sociais ou individuais derivam da informação acerca do estado do sistema ou ambiente que circunda a tomada de decisões;

• Decisões conduzem a ações que tem a intenção de mudar o estado do sistema. Nova informação, acerca de mudanças de estado, produz novas decisões e mudanças;

• Cada cadeia fechada de relações forma um laço de realimentação;

• Modelos dinâmicos de sistemas complexos são constituídos vários laços ligados entre si;

• Sistemas complexos devem ser representados, basicamente, como um padrão fechado de interações circulares (as variáveis são endógenas ao sistema);

• Relativamente poucas variáveis são representadas exogenamente. Tais variáveis influenciam o sistema, mas não são influenciadas por ele.

A dinâmica de sistemas possibilita a criação de teorias sobre a estrutura e comportamento dinâmico de diferentes classes de sistemas. “A Quinta Disciplina: arte, teoria e prática da organização de aprendizagem” de Peter Senge (1990), é uma destas teorias em que a estrutura dos sistemas, suas interações e retroalimentações, bem como as características psicofísicas e culturais dos indivíduos são consideradas.

Há uma grande diversidade de abordagens da teoria sistêmica aplicada a organizações. As clássicas, englobadas como hard surgidas na década de 40, não só, mas também em função da segunda guerra mundial, são: engenharia de sistemas, análise de sistemas e pesquisa operacional. Concebem uma realidade complexa pré-existente, com partes em interação que precisam ser identificadas, de forma a corrigir problemas da melhor forma possível, contorná-los ou evitá-los, sendo a análise de sistemas voltada mais para a estratégia e a pesquisa operacional mais para as questões técnico-operacionais. (KASPER, 2000).

A partir da década de 60, em função do objeto e da percepção e objetivo dos observadores, diversas abordagens foram surgindo, utilizando-se dos conceitos básicos da teoria geral dos sistemas e da cibernética, adequando-os aos objetivos e fazendo eventualmente surgir especificidades passíveis de generalização ou aproveitamento em outras áreas e que não haviam sido consideradas na teoria geral. Não sendo objeto deste trabalho um aprofundamento nesta temática, restringir-se-á a uma breve síntese sobre as mesmas, tomando como base a pesquisa de Humberto Kasper (2000).

Organizações como sistemas abertos. Esta abordagem, pioneiramente formulada por pelos psicólogos Daniel Katz e Robert L. Kahn (1978), usa a concepção de sistemas abertos da teoria geral de sistemas para explicar o funcionamento das organizações, tanto empresariais como sociais. Entrada/input de matéria e/ou energia, processamento e saída/output também de matéria e/ou energia, retirada e devolvida do/ao ambiente e que tornará possível a obtenção de novos suprimentos de matéria/energia para a entrada formando um processo circular. Também a realimentação circular de informação derivada do processo e do ambiente está presente, conduzindo a uma homeostase dinâmica e equifinalidade.

Modelo de sistema viável – MSV (VSM). Espelhado no organismo humano incorporando as noções de caixa preta, variedade requerida, realimentação negativa, é o resultado do acoplamento de sistemas viáveis, que mutuamente se otimizam, desempenhando assim as funções de implementação ou operacionalização, coordenação, controle e regulação, inteligência e política. Aos sistemas de inteligência e política cabe a tarefa de identificar ameaças e oportunidades, previstas ou não previstas, adequando a variedade requerida à variedade de ameaças e equalizando os conflitos internos e externos. (KASPER, 2000; GUIRRO, SILVA, 2006).

Abordagem sistêmica de Russel Ackoff para sistemas sociais. Partindo da concepção mecanicista de corporação, passando pela organísmica, Ackkoff (1981, 29,30) propõe a concepção de corporação como organização. Como tal, a corporação é um sistema proposital, que tem partes propositais e está inserida em um ou mais sistemas propositais, que por sua vez contém outros sistemas propositais. Isto gera três níveis de responsabilidade, que ele denomina:

Controle – gerenciamento do seu próprio sistema;

Humanização – atendimento dos propósitos de suas partes, normalmente pessoas.

Ambientalização – atendimento dos propósitos dos sistemas aos quais pertence e outros neles inseridos, em última análise, sociedade e meio ambiente.

Isto resulta na interdependência de todos os elementos, sistemas, subsistemas, partes, impedindo considerações de indivíduos ou partes isoladamente.

Metodologia de sistemas Soft – SSM. Surge na sequência da abordagem hard, insuficiente para solucionar problemas mais complexos, especialmente quando nele incluídos as pessoas. Nesta abordagem os problemas não são pré-existentes, mas co-existentes, pois dependem da visão de mundo das pessoas, e portanto, seus equacionamentos dependem de um aprendizado contínuo.

Essa metodologia prevê sete fases: identificação da situação problemática no mundo real; conceituação desta situação; seleção de sistemas relevantes que compõem a situação problemática; Identificação de modelos conceituais coerentes com a situação; verificação da conformidade dos modelos com a situação conceituada; avaliação de soluções sistemicamente desejáveis e culturalmente possíveis e implementação das mesmas. Esta implementação provocará alteração na problemática no mundo real e ensejará retomada do ciclo e o consequente aprendizado contínuo. (KASPER, 2000; GONÇALVES, 2006).

Pensamento sistêmico e aprendizagem organizacional. Já referido a partir da abordagem dinâmica de sistemas, Peter Senge (1990), utilizando-se das características das pessoas e sua visão de mundo através dos conceitos de domínio pessoal e modelos mentais, conduz para uma visão compartilhada que possibilita o aprendizado em grupo, levando a percepção sistêmica que partindo de eventos, identifica padrões de comportamento, a estrutura sistêmica e os modelos mentais. Na estrutura sistêmica, a circularidade de causa e efeito, pela realimentação negativa e positiva é especialmente enfatizada.

Pensamento sistêmico crítico. Engloba a “heurística sistêmica crítica” e a “intervenção sistêmica total” (TSI), que critica as demais abordagens sistêmicas organizacionais por não dispensarem a devida importância aos afetados pelos sistemas. Empregados e sociedade em geral, sobre os quais os sistemas agem, são seres humanos, e como tal devem ser considerados (humanização). Este enfoque emancipatório do ser humano é agregado às demais abordagens sistêmicas organizacionais, complementando-as. (KASPER, 2000).

É na administração organizacional que as teorias sistêmicas mais progrediram e se diversificaram. Mas temos também algumas abordagens sistêmicas aplicadas a outros conteúdos científicos.

Estruturas dissipativas – termodinâmica dos sistemas afastados do equilíbrio. Os sistemas abertos, podem manter-se em equilíbrio dinâmico próximo do ponto de equilíbrio, mas também podem afastar-se deste ponto de equilíbrio. Quanto mais complexos, maior a dissipação de energia de acordo com a segunda lei da termodinâmica, por isso estruturas dissipativas, mas também maior é a importação de energia disponível do ambiente. O aumento do fluxo de energia pode ampliar o afastamento do ponto de equilíbrio, levando o sistema a um ponto de instabilidade, onde novas estruturas complexas podem surgir. Neste ponto, denominado de “ponto de bifurcação” a escolha da direção é ao acaso ou probabilístico, apesar de seu histórico restringir estas possibilidades, parcialmente determinístico.

Entre outras contribuições, esta abordagem introduz a possibilidade da imprevisibilidade em determinados sistemas, desmantelando as certezas da ciência ocidental. (KASPER 2000; PRIGOGINE, 1996).

Teoria do caos: sistemas matemáticos determinísticos ‘caóticos’. Esta abordagem usando equações matemáticas determinísticas descobriu que formas de comportamento caótico podem emergir a partir de pequenas variações em função de interações repetitivas.

A importante contribuição desta abordagem é a demonstração de que sistemas aparentemente caóticos podem esconder estrutura sistêmica subjacente e que fatores, inclusive internos ao sistema, por menores que sejam, podem gerar grandes mudanças, inclusive novas formas de organização. (KASPER 2000; GLEICK, 1989).

Teoria da autopoiese: a dinâmica circular da vida. Autopoiese é a produção recursiva dos componentes de um sistema pelo próprio sistema em equilíbrio homeostático e autoreferenciado, e isto define o processo da vida. O padrão genérico de relações e que determina o sistema, denominado de organização é fechado. A estrutura, ou seja, os componentes que realizam esta organização, é aberta e interage com o meio pelo acoplamento estrutural. No entanto, é a estrutura, em função da sua organização que define esta interação, ou seja, o que e como intercambiar, podendo gerar mudanças estruturais ou não. (MATURANA, 1997; MATURANA, VARELA, 1997).

Os mesmos autores aplicam esta concepção ao sistema nervoso e ao processo de conhecer, definindo-o como um sistema fechado em termos de organização, opondo-se a ideia de que a cognição é uma representação da realidade exterior. A realidade exterior contribui pelo acoplamento estrutural com elementos que, utilizados pela estrutura produz um mundo e não a representação do mundo. (CAPRA, 2006).

 

Tendo apresentado um quadro síntese do paradigma cartesiano, traz-se agora, da mesma autora, (VASCONCELLOS, 2009), um quadro síntese do paradigma sistêmico, observando que em função da subjetividade da autora, algumas perspectivas analisadas não estão contemplas e outras foram inseridas, mas que não destoam da visão geral:

Fonte: VASCONCELLOS, 2009, p. 144,5.

A importância do observador, da subjetividade dentro do contexto maior, faz com que a visão sistêmica ou paradigma sistêmico tenha a ênfase transferida da ciência para o observador.

A nova epistemologia extrapola o contexto do trabalho científico e implica necessariamente a pessoa que adotou efetivamente o caminho da objetividade entre parênteses: o cientista agora será novo-paradigmático, mas não apenas quando estiver sendo cientista ou profissional da ciência. Essas são implicações de identificarmos cognição com vida, como o fez Maturana: viver é conhecer, conhecer é viver. Assim o cientista novo-paradigmático terá agora uma nova epistemologia para seu viver, para uma nova forma de ver e agir no mundo, baseado em sua única convicção possível: a da inexistência da “realidade” e da “verdade”. (VASCONCELLOS, 2009, p. 173-174).

Edgar Morin (1997, p. 134) já assinalava este enfoque ao colocar:

A determinação do caráter sistêmico, subsistêmico, ecossistêmico, etc., depende de seleções, interesses, escolhas, decisões, que por sua vez dependem de condições culturais e sociais onde se inscreve o observador/conceptor. É sistema aquilo que um observador considera do ponto de vista da sua autonomia e das suas emergências (ocultando por isso mesmo as dependências que, sob outro ângulo, o definiriam como subsistema). E subsistema aquilo que um observador considera do ponto de vista da sua integração e das suas dependências. E assim por diante. Assim, o mesmo «holon» pode ser considerado como ecossistema, sistema, subsistema, segundo a focagem do olhar observador.

Sem a devida consideração desta perspectiva, a teoria sistêmica e seus desdobramentos, transformaram-se em mera ferramenta disciplinar, de alta eficiência é bem verdade, mas que tem contribuído para manutenção e ampliação do cartesianismo, propiciando uma especialização e disciplinarização crescentes, que não levam em conta os efeitos sistêmicos adversos resultantes sobre os sistemas não considerados.

Por esta razão, Morin (1992) tece crítica teoria geral dos sistemas, defendendo que esta perspectiva deve ser entendida como um macro conceito e fornecer noções, princípios e relações para construção de um novo tipo de conhecimento, um conhecimento complexo.

Para finalizar, o estudo das diversas perspectivas sistêmicas, um aspecto não muito conhecido. Diversas abordagens, especialmente, as mais especialistas, como as administrativas, as hierárquicas e os controles, normalmente estão presentes.

A ideia de controle está associada à imposição de restrições e existe um controle hierárquico segundo o qual o nível mais alto, a fim de definir suas próprias entidades baseadas nas entidades do nível mais baixo, força restrições por meio de relações funcionais entre as entidades de nível mais baixo, fazendo emergir novas estruturas e novas propriedades funcionais, que acabam consistindo descrições alternativas mais simples do nível mais baixo. As restrições, portanto, muito longe de serem arbitrárias, são postas para excluir uma gama enorme de comportamentos dinâmicos possíveis para os elementos de nível mais baixo e selecionar cuidadosamente os comportamentos dinâmicos desse nível, que faz emergir a nova funcionalidade desejada no nível mais alto. Esse é ainda um campo ‘muito pouco explorado pela teoria de sistemas. (DONAIRES, 2006, p. 36).

O mesmo autor (2006, p. 40) baseado na abordagem Soft Systems Metodology (SSM) de Checkland que apresenta a ferramenta “CATWOE” (DOLCI; BERGAMASCHI; VARGAS, 2013, p. 46), onde “O” de owner (proprietário), significa: “Pessoa ou pessoas que têm poder para modificar ou demolir o sistema. Considerar a propriedade de um sistema é muito importante, dependendo da forma como o proprietário exerce seu poder sobre o sistema”. Este aspecto é denominado “top-down”, de cima para baixo.

Mas já há algumas décadas, estudos sobre o comportamento social das formigas, que demonstraram ser mito a figura da rainha como chefe supremo da colônia, e experiência com um organismo semelhante a uma ameba, o Dictyostelium discoideum, que dependendo das condições é uma criatura unicelular ou pode aglomerar-se formando um único organismo para se movimentar e sobreviver no ambiente, (JOHNSON, 2003), trouxeram a tona uma nova forma de organização.

É o aspecto denominado “bottom-up”, de baixo para cima.

De percepção mais difícil do que os sistemas “top-dowm”, os sistemas “bottom-up” só tiveram uma expressiva alavancagem com o advento dos computadores, capazes de simular com muita rapidez os comportamentos individuais e o comportamento emergente do sistema.

Johnson (2003, p. 56-58) enumera cinco princípios fundamentais para estes sistemas:

Mais é diferente - Sendo o comportamento do todo emergente das relações entre as partes, diferentes populações produzem diferentes comportamentos.

A ignorância é útil – A estabilidade do sistema depende de comportamentos individuais rotineiros, pois comportamentos diferenciados podem colocar o sistema fora de controle.

 Encoraje encontros aleatórios – a ampliação de encontros aleatórios amplia os macroestados do sistema.

 Procure padrões nos sinais – São os padrões que fornecem informação sobre o estado global do sistema.

 Prestar atenção nos vizinhos – O principal mecanismo da lógica do enxame é a interação entre vizinhos. “Informação local pode levar a sabedoria global”.

Ressalve-se que Johnson (2003, p. 101) adverte que “sistemas emergentes não são intrinsecamente bons”. “Dependendo das partes que o compõem e de suas interações, os mais diversos objetivos poderão ser alcançados”.

Em organizações, mesmo não usando esta nomenclatura, é Dee Hock quem em seu livro “Nascimento da era caórdica”, relata a aplicação do princípio de controle de baixo para cima, narrando a formação da “Visa Internacional”, em que este modelo foi aplicado. (HOCK, 2006).

Visão sistêmica. Pensamento sistêmico. Abordagem sistêmica. Sintetizando as teorias e abordagens vistas acima, incluindo-se as eventualmente omitidas ou que venham a existir, sem expurgo das suas especificidades, chega-se a uma visão, pensamento e abordagem sistêmica, já como um macro conceito, ou conjunto de pressupostos capaz de possibilitar a começar a entender o mundo, e comunicar isso como conhecimento para os outros seres humanos. (BURREL; MORGAN, 2005, p. 1).

Algumas características, destacadas em relação ao pensamento linear, pois é dele sucedâneo, segundo Andrade et al (2006):

1) Das partes para o todo. No mecanicismo a ênfase estava nas partes, decompostas do todo, para facilitar seu entendimento.

[...] o Pensamento Sistêmico está interessado nas características essenciais do todo integrado e dinâmico, características essas que não estão em absoluto nas partes, mas nos relacionamentos dinâmicos entre elas, entre elas e o todo, e entre o todo e outros todos. Ao invés de se concentrar em elementos ou substâncias básicos, o Pensamento Sistêmico propõe a atenção a princípios básicos de organização e a adoção de equilíbrio entre tendências opostas, como reducionismo e holismo, e análise e síntese. (p. 44).

2) Dos objetos para os relacionamentos. Pela decomposição do todo em partes os relacionamentos eram perdidos. Partindo das partes para o todo evidenciam-se os relacionamentos.

Aquilo que é denominado objeto, ou parte de objeto, é apenas um padrão abstrato arbitrado dentro de uma teia inseparável de relações. Em última análise, não há objetos ou partes em absoluto, mas padrões de relacionamentos mais ou menos estáveis. Este padrão de organização, que denominamos sistema, está em permanente co-evolução por meio de interações. (p. 44).

3) Da hierarquia para as redes. A hierarquia decorrente da percepção advinda da decomposição em partes é substituída pela percepção de redes de interações, pois elas acontecem entre partes, entre estas e o todo, entre o todo e outros todos do ambiente ou todos maiores.

Assim, a capacidade de entendimento da realidade reside em deslocar a atenção de um lado para outro entre níveis sistêmicos, por meio de uma ampla rede de relações do mundo vivo. Perceber essa ampla teia traduz-se em utilizar um pensamento em rede, outra das características essenciais do Pensamento Sistêmico. Uma série de descrições interconectadas de fenômenos é construída por meio da descrição do funcionamento da rede, na medida em que percebemos a realidade como relacionamentos. Nosso próprio processo de conhecimento vai também tecendo uma teia de descrições construídas em rede, de forma que a metáfora do conhecimento como edifício vai sendo substituída pela metáfora da rede. Em última análise, do ponto de vista da construção do conhecimento, nossas descrições do mundo acabam por formar uma rede interconectada de concepções e de modelos. (p. 45).

4) Da causalidade linear para a causalidade circular. Os relacionamentos podem gerar enlaces de retroalimentação, tornando um efeito em causa dele mesmo.

Em função da inclusão do ambiente contextual na compreensão dos sistemas complexos, a cibernética começou a notar a participação cada vez maior das relações circulares de causa e efeito na explicação do comportamento e da sustentação dos sistemas complexos. Tais relações são também chamadas de feedback, loops, ou enlaces de retroalimentação. (p. 45).

5) Da estrutura para o processo. Mesmo reconhecendo a importância da estrutura onde se manifestam os processos, é este o principal, pois são eles que estabelecem os padrões de organização que acabam por materializar-se na estrutura.

Isso faz sentido na medida em que um sistema vivo ou social é mais do que uma configuração estática de componentes. Mantém-se em constante fluxo por meio de processos metabólicos e de desenvolvimento que configuram e reconfiguram sua estrutura, fazendo com que sua forma se mantenha e se desenvolva. Dessa forma, toda estrutura é vista como a manifestação de processos subjacentes, fazendo com que o Pensamento Sistêmico seja um “pensamento de processo”, que considera a natureza dinâmica da realidade. Nesse entendimento, a rede inteira de relacionamentos é vista como intrinsecamente dinâmica, e a estrutura rígida cede lugar a manifestações flexíveis de processos subjacentes. (p. 45-46).

6) Da metáfora mecânica para a metáfora do organismo vivo e outras metáforas não-mecânicas. A rigidez da metáfora mecânica é substituída pela diversidade e fluidez de outras metáforas.

E preciso lembrar, porém, que o Pensamento Sistêmico é simpático a diversas outras metáforas, como a do cérebro, da holografia, do fluxo e transformação, da cultura e da política. Todos esses fenômenos, de uma forma ou de outra, são acolhidos pela forma sistêmica de pensar, que por origem é uma forma inclusiva, e não excludente, de pensar. O pensamento metafórico, de uma forma geral, é sinérgico ao Pensamento Sistêmico, sendo útil dentro de uma nova forma de compreender a realidade mutante.

Isso faz sentido na medida em que a cognição e o controle de um sistema precisam ter uma variedade no mínimo igual ‘a variedade da situação a ser conhecida e controlada. Significa que, para um mundo complexo, é preciso uma forma de pensamento também complexa, o que implica um repertório quantitativa e qualitativamente superior de metáforas, modelos e pontos de vista. (p. 46).

7) Do conhecimento objetivo para o conhecimento contextual e epistêmico. O processo de conhecer incorpora o contexto e o observador, com seus interesses e emoções, como parte do objeto a ser conhecido.

Além disso, como a “[...] natureza é vista como uma rede dinâmica e inter-conexa de relações que inclui o observador humano como um componente integrante”, o próprio entendimento desse observador sobre o processo de conhecimento tem que ser incluído explicitamente na descrição dos fenômenos. Como os pressupostos relacionados ao processo de conhecimento, suas teorias, modelos e formas de mensuração [...]. (p. 47).

8) Da verdade para as descrições aproximadas. Sendo o conhecimento produzido subjetivo, deixa de existir verdades objetivas que passam a ser descrições limitadas e aproximadas da realidade.

Assim, Pensamento Sistêmico é, em essência, pensamento de modelagem, e admite que todos os conceitos, as teorias e os modelos são limitados e aproximados. Por isso, Pensamento Sistêmico implica um deslocamento da busca da verdade para a busca de descrições aproximadas úteis dentro de um contexto. (p. 47).

9) Da quantidade para a qualidade. A estrutura e objetos eram facilmente quantificáveis. Já processos e relacionamentos se prestam mais serem qualificados.

[...] diante do pressuposto do Pensamento Sistêmico de que propriedades são dependentes de contextos, relações, formas e padrões, essas mensurações necessitam contextualização na teia maior de relacionamentos. Como relacionamentos, formas e padrões são difíceis de serem mensurados, torna-se necessária uma atitude mais flexível, envolvendo visualização e mapeamento. Assim, pensar em termos de padrões implica uma mudança de quantidade para qualidade. (p. 48).

 10) Do controle para a cooperação, influenciação e ação não-violenta. A organização humana nos últimos 10 mil anos tem primado pela hierarquia e controle em confronto com a natureza na qual se acha inserida, tornando inviável seu relacionamento.

Logo, a atitude postulada por Bacon, de dominação e tortura da natureza com vistas ao seu domínio e controle, também pode ser encarada como uma atitude não sustentável na relação com a comunidade da vida. Essas percepções implicam a necessidade de uma mudança da atitude de dominação e controle da natureza, incluindo os seres humanos, para um comportamento cooperativo e de não-violência, tanto na ciência quanto na tecnologia, nas organizações e na sociedade. (p. 48).

O quadro síntese apresentado por Maria José Esteves de Vasconcellos (2009), já reproduzido, apresenta praticamente todas as facetas do Pensamento Sistêmico.

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Fonte: Bertallanfy (2008, p. 50).

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